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Informativo #14


Empresa que atestou que triplex não era de Lula contratou Moro por milhões

O jornalista Reinaldo Azevedo revelou semana passada que a empresa americana Alvarez& Marsal, onde Sérgio Moro irá ganhar 1.7 milhão por ano como sócio-diretor, atestou em documentos levantados pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva que o apartamento no Guarujá era da empresa OAS, no processo do chamado “ triplex”, em 2017.

Na época, Moro ignorou os documentos, um dos muitos que provam a inocência do ex-presidente no absurdo processo que o tirou das eleições de 2018.

Agora, o ex-juiz e ex- ministro de Bolsonaro irá morar nos Estados Unidos e receber um salário milionário de uma empresa americana que lucra com a recuperação judicial de várias empresas destruídas pela Lava Jato: Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Sete Brasil.

O desemprego gerado pela Lava jato para centenas de milhares de trabalhadores no Brasil virou emprego para Moro nos Estados Unidos.

Moro argumenta que uma cláusula do seu contrato com a empresa evitaria conflitos de interesse, mas nem ele nem a empresa mostraram o contrato de trabalho dele.

A Alvarez & Marsal também tem vários ex-agentes do FBI e da National Security Agency (NSA), que, como denunciou Edward Snowden em 2013, fez espionagem sobre Dilma e a Petrobrás.


Zanin reforça necessidade de se julgar suspeição de Moro

Em entrevista para a revista Carta Capital, o advogado Cristiano Zanin Martins explicou porque o novo emprego do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro reforça a sua parcialidade e os critérios absurdos que usou para perseguir e condenar Lula na Lava Jato.

Moro inclusive foi apresentado em release da empresa como alguém que teria liderado as investigações da Lava Jato, quando, como juiz, deveria julgar, não liderar investigações.

Na entrevista Zanin fala sobre o Habeas Corpus, decisões recentes do STF, os processos contra Lula e qual foi o verdadeiro legado da Lava Jato para o Brasil.

Leia a íntegra


Procuradores da Lava Jato quase meteram a mão R$270 milhões da JBS. PGR anulou cláusula de acordo

O Procurador Geral da República, Augusto Aras, pediu a anulação de cláusula do acordo de leniência da JBS que previa a entrega, pela empresa de R$ 270 milhões para uma “ONG” criada pela Força Tarefa da lava Jato com a Transparência Internacional para a fundação de uma entidade “para atender a imposição de investimentos sociais” das obrigações impostas ao frigorífico.

É uma espécie de “replay” do que a Lava Jato tentou fazer com os recursos que a Petrobras pagou nos EUA por um acordo de leniência com o Departamento de Justiça daquele país, num acordo bem mais “gordo”, que daria aos procuradores poderes cobre como destinar R$ 2,5 bilhões.

O dinheiro da JBS – que não tem sequer nada a ver com a Lava Jato – ia servir para uma “campanha educativa contra a corrupção”, certamente desenvolvida pelos “reizinhos” de Curitiba, em parceria com o diretor-executivo da filial brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão, destinatário de pedidos de Deltan Dallagnol para produzir manifestações de apoio à Lava-Jato, como revelaram as mensagens publicadas pelo The Intercept e pela Agência Pública.

É espantoso que continue a existir este cancro que é a Força Tarefa da Lava Jato. Usar a função de fiscal da lei, paga pelo dinheiro do contribuinte, para arquitetar negócios escusos só é menos escandaloso do que o escândalo de continuarem impunes nos seus cargos.


1000 dias sem saber quem matou Marielle Franco

Dia 8 de dezembro completam-se 1000 dias sem respostas aos assassinatos de Marielle Franco e de Anderson Gomes. Para marcar a data e exigir uma resposta da justiça, a Anistia Internacional e o Instituto Marielle Franco realizarão o protesto “Despertador da Justiça”. O ato, na Cinelândia e nas redes sociais, tem objetivo de romper o silêncio das autoridades sobre os reais motivos do crime.

Às 8h da manhã do dia 8 de dezembro, 550 relógios terão seus alarmes disparados simultaneamente, bem em frente à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, na Cinelândia. Do alto, será possível ver a frase no chão: “1000 dias sem respostas”.

Outra maneira de participar é assinando uma petição, no endereço https://bit.ly/mariellejustiça, para pressionar por justiça o governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o procurador-geral do Ministério Público, Eduardo Gussem. O Instituto Marielle Franco também abriu inscrição para voluntárias que queiram se mobilizar na luta por justiça. Para se inscrever basta acessar o site


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